Sísifo no Monta-Cargas#5 | Bentley Anderson | Welcome to Silkeborg
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Numa relação que se vem estreitando entre a Nariz Entupido e a Susana Mouzinho, autora dos cartazes da série Sísifo no Monta-Cargas, surge a pergunta - cacto ou palmeiras?
Uma inocência aparente, mas que conduzem a questões que nos animam - como ambas as plantas assumem uma relação com os elementos naturais muito particular - a água, e a falta dela, as horas de exposição solar, a relação com o vento.
Um quase lado dadaísta, como na música de Welcome to Silkeborg e um lado claremente experimental presente no trabalho do duo Monsieur Trinité & Tiago Varela e no guitarrista norte americano Bentley Anderson.
Estão reunidas todas as condições para uma bela noite de Verão, no bairro da Graça, nas Damas.
BENTLEY ANDERSON | Artista residente em Nova Iorque que trabalha no domínio da música noise e experimental. Recorre a afinações particulares da guitarra eléctrica e a técnicas de preparação de instrumentos para criar dissonâncias ressonantes, ritmos abstratos e drones hipnóticos. A sua música centra-se numa estética baseada na textura que procura formar uma expressão narrativa através do som e da improvisação como composição. Entre as suas colaborações contam-se Lee Ranaldo, Steve Shelley, Leila Bordreuil e Alex Zhang Hungtai. Responsável pela editora de cassetes Decontrol, com música sua e de outros artistas da cena experimental de Nova Iorque.
bentleyanderson.bandcamp.com | decontroltapes.bandcamp.com | soundcloud.com/user-275782545
WELCOME TO SILKEBORG | Apesar de o nome nos remeter shakespearianamente para o reino da Dinamarca, Welcome to Silkeborg é um duo português, formado pelo veterano Monsieur Trinité [Plexus de Carlos “Zíngaro”, grupos vários de Sei Miguel e Ernesto Rodrigues e elemento do saudoso Colectivo Orgástico] e por Tiago Varela, um de muitos arquitectos que a livre-improvisação vai requisitando neste país, característica essa que, aliás, já merece estudo. Se em outros contextos, incluindo uns tantos ao vivo [o disco reúne gravações de concertos de 2014 e 2018] deste mesmo projecto, encontrámos Varela a tocar piano eléctrico e órgãos menos comuns, aqui surge com um par de melódicas, instrumentos que, regra geral, têm um uso meramente cromático ou de complemento tímbrico, o que não é o caso neste álbum. Trinité utiliza o seu habitual ‘set’ de percussão, se bem que, como sempre, o designe por ‘objectos vários’, de modo a não ser conotado com práticas percussivas mais conformes com o estabelecido, como as da música erudita ou do jazz.
O inconformismo é, de resto, chave neste ‘Alba’, dedicado ao artista plástico Giuseppe Pinot-Gallizio, iniciador da chamada ‘pintura industrial’ e um dos fundadores da Internacional Situacionista. Essa particularidade vem igualmente do modo como Tiago Varela toca as melódicas, em nada se parecendo com o que vulgarmente se faz com as ditas, especialmente ao nível da exploração de harmónicos e microtons – o que é notável, tendo em conta as limitações intrínsecas deste recurso musical. A forma como combina as melódicas com a voz lembra figuras como Roland Kirk e Ian Anderson, e isto num contexto de muitos espaços e transparências, com os silêncios e os pequeníssimos detalhes a um ou a dois a terem tanta importância quanto os demais fraseados e texturas. A abordagem é introspectiva e sensorial, com a música a sugerir que vogamos ao sabor dos ventos e das correntes num imenso, calmo e brilhante oceano de Verão. Vale a pena ouvir. [Rui Eduardo Paes - jazz.pt]
creativesources.bandcamp.com/album/alba-2 | creativesources.bandcamp.com/album/an-imagisist-experiment-at-welcome-to-silkeborg-s-lab
Entrada | 07 euros [à porta na noite do concerto]
Uma inocência aparente, mas que conduzem a questões que nos animam - como ambas as plantas assumem uma relação com os elementos naturais muito particular - a água, e a falta dela, as horas de exposição solar, a relação com o vento.
Um quase lado dadaísta, como na música de Welcome to Silkeborg e um lado claremente experimental presente no trabalho do duo Monsieur Trinité & Tiago Varela e no guitarrista norte americano Bentley Anderson.
Estão reunidas todas as condições para uma bela noite de Verão, no bairro da Graça, nas Damas.
BENTLEY ANDERSON | Artista residente em Nova Iorque que trabalha no domínio da música noise e experimental. Recorre a afinações particulares da guitarra eléctrica e a técnicas de preparação de instrumentos para criar dissonâncias ressonantes, ritmos abstratos e drones hipnóticos. A sua música centra-se numa estética baseada na textura que procura formar uma expressão narrativa através do som e da improvisação como composição. Entre as suas colaborações contam-se Lee Ranaldo, Steve Shelley, Leila Bordreuil e Alex Zhang Hungtai. Responsável pela editora de cassetes Decontrol, com música sua e de outros artistas da cena experimental de Nova Iorque.
bentleyanderson.bandcamp.com | decontroltapes.bandcamp.com | soundcloud.com/user-275782545
WELCOME TO SILKEBORG | Apesar de o nome nos remeter shakespearianamente para o reino da Dinamarca, Welcome to Silkeborg é um duo português, formado pelo veterano Monsieur Trinité [Plexus de Carlos “Zíngaro”, grupos vários de Sei Miguel e Ernesto Rodrigues e elemento do saudoso Colectivo Orgástico] e por Tiago Varela, um de muitos arquitectos que a livre-improvisação vai requisitando neste país, característica essa que, aliás, já merece estudo. Se em outros contextos, incluindo uns tantos ao vivo [o disco reúne gravações de concertos de 2014 e 2018] deste mesmo projecto, encontrámos Varela a tocar piano eléctrico e órgãos menos comuns, aqui surge com um par de melódicas, instrumentos que, regra geral, têm um uso meramente cromático ou de complemento tímbrico, o que não é o caso neste álbum. Trinité utiliza o seu habitual ‘set’ de percussão, se bem que, como sempre, o designe por ‘objectos vários’, de modo a não ser conotado com práticas percussivas mais conformes com o estabelecido, como as da música erudita ou do jazz.
O inconformismo é, de resto, chave neste ‘Alba’, dedicado ao artista plástico Giuseppe Pinot-Gallizio, iniciador da chamada ‘pintura industrial’ e um dos fundadores da Internacional Situacionista. Essa particularidade vem igualmente do modo como Tiago Varela toca as melódicas, em nada se parecendo com o que vulgarmente se faz com as ditas, especialmente ao nível da exploração de harmónicos e microtons – o que é notável, tendo em conta as limitações intrínsecas deste recurso musical. A forma como combina as melódicas com a voz lembra figuras como Roland Kirk e Ian Anderson, e isto num contexto de muitos espaços e transparências, com os silêncios e os pequeníssimos detalhes a um ou a dois a terem tanta importância quanto os demais fraseados e texturas. A abordagem é introspectiva e sensorial, com a música a sugerir que vogamos ao sabor dos ventos e das correntes num imenso, calmo e brilhante oceano de Verão. Vale a pena ouvir. [Rui Eduardo Paes - jazz.pt]
creativesources.bandcamp.com/album/alba-2 | creativesources.bandcamp.com/album/an-imagisist-experiment-at-welcome-to-silkeborg-s-lab
Entrada | 07 euros [à porta na noite do concerto]
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Where is it happening?
Damas [Rua Voz do Operário 60], Rua da Voz do Operário 60, 1100-621 Lisboa, Portugal, Lisbon
Event Location & Nearby Stays:
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