JUSTINO DELGADO ⚫️ 07/08 ⚫️ B.LEZA
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O Dia da Comunidade Guineense em Portugal 2026 tem a honra de anunciar a atuação de Justino Delgado, um dos mais importantes e acarinhados nomes da música guineense contemporânea.
Natural do Arquipélago dos Bijagós, República da Guiné-Bissau, Justino Delgado construiu uma carreira sólida e singular, afirmando-se como um artista que atravessa fronteiras com a mesma naturalidade com que cruza ritmos, influências e sensibilidades musicais. Da Guiné-Bissau para o mundo, a sua voz tornou-se um dos maiores símbolos da riqueza cultural do país de Amílcar Cabral.
Cantando em crioulo e em português, "Juju", como é carinhosamente tratado pelo seu público, desenvolveu uma identidade artística própria, capaz de reinventar a tradição sem nunca perder as suas raízes.
Cada álbum revela novas sonoridades, mantendo sempre a autenticidade que conquistou várias gerações de admiradores.
A história da música moderna da Guiné-Bissau conhece diferentes momentos marcantes. A primeira grande vaga surge ainda durante o período colonial, profundamente ligada à luta de libertação nacional, com nomes incontornáveis como José Carlos Schwarz, os Cobiana Djazz, Armando Salvaterra e Ernesto Dabó, entre outros, cuja música se transformou numa poderosa arma de resistência e consciência política.
A segunda geração consolida essa herança através de grupos históricos como os Super Mama Djombo, liderados por Zé Manel e Atchutchi, os Capas Negras, os Nkassa Cobra, com Ramiro Naka, Sidónio Pais e o inesquecível Néné Tuty.
Entretanto, no início da década de 1980, já no entusiasmo da construção do novo país independente, que emerge uma extraordinária terceira geração de artistas.
Dela fazem parte alguns dos maiores nomes da música guineense dentro e fora das suas fronteiras: Manecas Costa, Tabanka Djaz, Africa Livre, Djanuno, Tony Dudu e o grande Justino Delgado.
Desde logo, Justino Delgado conquistou um lugar absolutamente singular. Dono de uma voz inconfundível, é autor e intérprete de alguns dos maiores clássicos da música guineense, canções que continuam vivas na memória coletiva do povo guineense e da sua diáspora.
Temas como "Fidjus na Fuga", "Mama Goya", "Nha Djintis", "Pacensera", "Tétété" e "Prima Joli", entre muitos outros, atravessaram gerações e continuam a emocionar quem cresceu ao som da sua música.
Para muitos guineenses, Justino Delgado não é apenas um cantor. É parte da banda sonora das suas vidas.
As suas canções acompanharam momentos de alegria, saudade, esperança e reencontro. No meu caso pessoal, em inúmeros momentos marcantes da minha vida, a sua música esteve sempre presente. Nunca me deixou sozinho.
No próximo 7 de agosto, Lisboa terá o privilégio de receber um dos maiores patrimónios vivos da música da Guiné-Bissau para um concerto que promete ser uma celebração da identidade, da memória e da cultura guineense.
Natural do Arquipélago dos Bijagós, República da Guiné-Bissau, Justino Delgado construiu uma carreira sólida e singular, afirmando-se como um artista que atravessa fronteiras com a mesma naturalidade com que cruza ritmos, influências e sensibilidades musicais. Da Guiné-Bissau para o mundo, a sua voz tornou-se um dos maiores símbolos da riqueza cultural do país de Amílcar Cabral.
Cantando em crioulo e em português, "Juju", como é carinhosamente tratado pelo seu público, desenvolveu uma identidade artística própria, capaz de reinventar a tradição sem nunca perder as suas raízes.
Cada álbum revela novas sonoridades, mantendo sempre a autenticidade que conquistou várias gerações de admiradores.
A história da música moderna da Guiné-Bissau conhece diferentes momentos marcantes. A primeira grande vaga surge ainda durante o período colonial, profundamente ligada à luta de libertação nacional, com nomes incontornáveis como José Carlos Schwarz, os Cobiana Djazz, Armando Salvaterra e Ernesto Dabó, entre outros, cuja música se transformou numa poderosa arma de resistência e consciência política.
A segunda geração consolida essa herança através de grupos históricos como os Super Mama Djombo, liderados por Zé Manel e Atchutchi, os Capas Negras, os Nkassa Cobra, com Ramiro Naka, Sidónio Pais e o inesquecível Néné Tuty.
Entretanto, no início da década de 1980, já no entusiasmo da construção do novo país independente, que emerge uma extraordinária terceira geração de artistas.
Dela fazem parte alguns dos maiores nomes da música guineense dentro e fora das suas fronteiras: Manecas Costa, Tabanka Djaz, Africa Livre, Djanuno, Tony Dudu e o grande Justino Delgado.
Desde logo, Justino Delgado conquistou um lugar absolutamente singular. Dono de uma voz inconfundível, é autor e intérprete de alguns dos maiores clássicos da música guineense, canções que continuam vivas na memória coletiva do povo guineense e da sua diáspora.
Temas como "Fidjus na Fuga", "Mama Goya", "Nha Djintis", "Pacensera", "Tétété" e "Prima Joli", entre muitos outros, atravessaram gerações e continuam a emocionar quem cresceu ao som da sua música.
Para muitos guineenses, Justino Delgado não é apenas um cantor. É parte da banda sonora das suas vidas.
As suas canções acompanharam momentos de alegria, saudade, esperança e reencontro. No meu caso pessoal, em inúmeros momentos marcantes da minha vida, a sua música esteve sempre presente. Nunca me deixou sozinho.
No próximo 7 de agosto, Lisboa terá o privilégio de receber um dos maiores patrimónios vivos da música da Guiné-Bissau para um concerto que promete ser uma celebração da identidade, da memória e da cultura guineense.
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